Bula da Ursacol (ácido ursodesoxicólico) 150 mg comprimido

Princípio ativo: Ácido ursodesoxicólico Laboratório: Zambon Laboratórios Farmacêuticos (fabricado por Chiesi Farmacêutica) Reg. ANVISA: 1.0084.0067 Tarja Vermelha
Fonte oficial: Esta bula é uma reprodução do Bulário Eletrônico da ANVISA, repositório público mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Última revisão da bula oficial (ANVISA):

Em resumo

Ursacol (ácido ursodesoxicólico) é indicado para doenças hepatobiliares e colestáticas crônicas, com destaque para a dissolução de cálculos biliares de colesterol e o tratamento da cirrose biliar primária. Atua tornando a bile menos litogênica e favorecendo a dissolução gradual dos cálculos. A dose usual fica entre 300 e 600 mg/dia (5 a 10 mg/kg/dia), em 2 a 3 tomadas após as refeições. Exige acompanhamento médico e monitoração da função hepática. Tarja vermelha: venda sob prescrição médica.

Perguntas frequentes

Ursacol dissolve qualquer pedra na vesícula?

Não. Só atua sobre cálculos de colesterol, radiotransparentes, em vesícula funcionante. Cálculos calcificados (radiopacos) não respondem ao tratamento.

Quanto tempo demora para dissolver os cálculos?

O tratamento dura de 4 a 6 meses, podendo chegar a 12 meses ou mais, com acompanhamento por ultrassom ou colecistografia a cada 6 meses.

Posso usar Ursacol durante a gravidez?

Não sem orientação médica. Durante a dissolução de cálculos, recomenda-se o uso de métodos contraceptivos não-hormonais.

Ursacol interfere no anticoncepcional?

Contraceptivos hormonais podem aumentar a litíase biliar; por isso, durante a dissolução de cálculos prefira métodos não-hormonais, conforme orientação médica.

Bula completa

Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →

Para que este medicamento é indicado?

Ursacol é indicado para doenças hepatobiliares (do fígado e vias biliares) e colestáticas crônicas, nas seguintes situações:

  • Dissolução de cálculos biliares formados por colesterol (colelitíase ou coledocolitíase, sem colangite/colecistite, por cálculos não radiopacos com diâmetro inferior a 1,5 cm), em pacientes que recusaram ou têm contraindicação à cirurgia;
  • Tratamento da forma sintomática da cirrose biliar primária;
  • Litíase residual do colédoco ou síndrome pós-colecistectomia;
  • Dispepsia (dor abdominal, azia, sensação de estômago cheio) na vigência de colelitíase ou pós-colecistectomia;
  • Discinesias do conduto cístico ou da vesícula biliar;
  • Hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia;
  • Coadjuvante da litotripsia extracorpórea;
  • Profilaxia de cálculos biliares após cirurgia bariátrica ou perda rápida de peso.
Como este medicamento funciona?

O ácido ursodesoxicólico é um ácido biliar fisiologicamente presente na bile humana. Ele inibe a síntese hepática do colesterol e aumenta a capacidade da bile de solubilizar o colesterol, transformando a bile litogênica em não litogênica e, assim, prevenindo a formação e favorecendo a dissolução gradual dos cálculos. Além disso, favorece a troca dos ácidos biliares hidrofóbicos (mais tóxicos) por ácidos biliares hidrofílicos (menos tóxicos) nos processos colestáticos.

Quando não devo usar este medicamento?

Ursacol não deve ser utilizado em casos de:

  • Alergia ao ácido ursodesoxicólico ou a qualquer componente da fórmula;
  • Úlcera péptica (gástrica ou duodenal) em fase ativa;
  • Doença inflamatória intestinal e outras condições do intestino/fígado que interfiram na circulação êntero-hepática dos sais biliares;
  • Cólicas biliares frequentes;
  • Inflamação aguda da vesícula ou do trato biliar;
  • Oclusão do trato biliar;
  • Contratilidade comprometida da vesícula biliar;
  • Cálculos biliares calcificados radiopacos.

Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Nos primeiros 3 meses de tratamento, a função hepática (AST/TGO, ALT/TGP e gama-GT) deve ser monitorada a cada 4 semanas e, depois, a cada 3 meses. Para a dissolução de cálculos, é pré-requisito que sejam de colesterol e radiotransparentes, em vesícula funcionante. Mulheres em tratamento de dissolução devem usar métodos contraceptivos não-hormonais, pois hormônios podem aumentar a litíase biliar. A dose deve ser reduzida em caso de diarreia. Este medicamento contém lactose. Há interações com colestiramina, colestipol e antiácidos à base de alumínio (que devem ser tomados ao menos 2 horas antes ou depois), além de estrogênios/contraceptivos, ciclosporina, ciprofloxacino, rosuvastatina, nitrendipino e dapsona. Informe ao seu médico todos os medicamentos em uso.

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Os comprimidos de 150 mg apresentam-se brancos, discoides e planos. Guarde-o na embalagem original e mantenha fora do alcance das crianças.

Como devo usar este medicamento?

Use exatamente conforme a orientação médica, por via oral. Para reduzir as características litogênicas da bile, a posologia média é de 5 a 10 mg/kg/dia; na maioria dos casos fica entre 300 e 600 mg/dia (durante e após as refeições e à noite). Para dissolução de cálculos, o tratamento deve durar pelo menos 4 a 6 meses, podendo chegar a 12 meses ou mais. Nas síndromes dispépticas e na manutenção, geralmente 300 mg/dia, divididos em 2 a 3 tomadas. Na cirrose biliar primária, 10 a 16 mg/kg/dia. Ingerir os comprimidos com água ou leite. Este medicamento não deve ser partido nem mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso esqueça de tomar uma dose, tome-a assim que lembrar e tome a dose seguinte no horário regular, sem dobrar a dose. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reação comum (1% a 10%): fezes pastosas e diarreia. Reação muito rara (menos de 0,01%): dor abdominal superior direita durante o tratamento da cirrose biliar primária, descompensação hepática (em estágios avançados de cirrose biliar primária), urticária e calcificação de cálculos. Com frequência desconhecida: aumento de fosfatase alcalina, bilirrubina e transaminases, constipação, vômitos, mal-estar, tontura, dor de cabeça, mialgia, tosse, edema periférico e prurido. Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis.

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

A diarreia pode ocorrer em casos de superdose. Outros sintomas são improváveis, pois a absorção do ácido ursodesoxicólico diminui com o aumento da dose, sendo o excedente eliminado nas fezes. Em caso de uso de grande quantidade, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula. Ligue para 0800 722 6001 se precisar de mais orientações.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox). Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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