Medicamento sob prescrição médica
O conteúdo a seguir refere-se a um medicamento de venda sob prescrição médica. A leitura tem finalidade exclusivamente informativa e educacional.
- Esta bula não constitui indicação, recomendação ou propaganda de uso.
- Não pratique a automedicação. O uso sem orientação pode causar danos graves.
- O medicamento somente deve ser utilizado mediante prescrição válida.
SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
Bula da Metoclopramida 10 mg
Em resumo
Metoclopramida 10 mg (princípio ativo cloridrato de metoclopramida) é um antiemético e procinético: combate náuseas e vômitos e trata distúrbios da movimentação (motilidade) do sistema digestivo, acelerando o esvaziamento do estômago.
Em adultos, a dose usual é de 1 comprimido (10 mg), 3 vezes ao dia, por via oral, 10 minutos antes das refeições. O tratamento não deve exceder 3 meses e deve-se respeitar o intervalo mínimo de 6 horas entre as doses.
É contraindicada para menores de 1 ano, em sangramento/obstrução/perfuração do trato digestivo, epilepsia, doença de Parkinson e feocromocitoma. Pode causar sintomas extrapiramidais (movimentos involuntários), sobretudo em crianças e jovens. Venda sob prescrição médica (tarja vermelha).
Perguntas frequentes
Para que serve a metoclopramida (Plasil) 10 mg?
É um antiemético e procinético: combate náuseas e vômitos (de origem central e periférica) e trata distúrbios da movimentação do sistema digestivo, acelerando o esvaziamento do estômago. Também é usada para facilitar procedimentos radiológicos do trato gastrintestinal.
Como tomar a metoclopramida em comprimido?
Em adultos, a dose usual é de 1 comprimido (10 mg), 3 vezes ao dia, por via oral, 10 minutos antes das refeições. Deve-se respeitar o intervalo mínimo de 6 horas entre as doses e o tratamento não deve exceder 3 meses.
Quem não pode usar metoclopramida?
É contraindicada para menores de 1 ano, em sangramento, obstrução ou perfuração do trato digestivo, em epiléticos, na doença de Parkinson, no feocromocitoma, em quem tem histórico de discinesia tardia e em combinação com levodopa. Não deve ser usada durante a amamentação.
Que efeitos a metoclopramida pode causar?
Os mais característicos são os sintomas extrapiramidais (inquietude e movimentos involuntários), mais frequentes em crianças e adultos jovens e com doses altas, além de sonolência. Por isso o tratamento não deve passar de 3 meses, pelo risco de discinesia tardia, sobretudo em idosos.
Bula completa
Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →
Para que este medicamento é indicado?
Este medicamento é destinado ao tratamento de:
- Distúrbios da motilidade gastrintestinal (movimentação do sistema digestivo);
- Náuseas e vômitos de origem central e periférica (cirurgias, doenças metabólicas e infecciosas, secundárias a medicamentos).
Também é utilizado para facilitar os procedimentos radiológicos do trato gastrintestinal.
Como este medicamento funciona?
A metoclopramida é um antagonista da dopamina que estimula a movimentação (motilidade) da musculatura lisa do trato gastrintestinal superior, sem estimular as secreções gástrica, biliar e pancreática. Ela aumenta o tônus e a amplitude das contrações do estômago, relaxa o piloro e acelera o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, além de aumentar o tônus do esfíncter esofágico inferior. Isso ajuda no alívio de náuseas e vômitos.
Após a dose oral, o pico no sangue é alcançado em 30 a 60 minutos; a excreção é feita principalmente pela urina e a meia-vida plasmática é de aproximadamente 3 horas.
Quando não devo usar este medicamento?
É contraindicado nos seguintes casos:
- Antecedente de hipersensibilidade (alergia) à metoclopramida ou a qualquer componente da fórmula;
- Situações em que estimular a motilidade gastrintestinal seja perigoso, como hemorragia, obstrução mecânica ou perfuração gastrintestinal;
- Pacientes epiléticos ou em uso de outras drogas que possam causar reações extrapiramidais (a frequência e intensidade podem aumentar);
- Feocromocitoma (tumor da glândula suprarrenal), pelo risco de crise hipertensiva;
- Histórico de discinesia tardia induzida por neurolépticos ou metoclopramida;
- Em combinação com levodopa (antagonismo mútuo).
Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 1 ano de idade, pelo risco aumentado de desordens extrapiramidais.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Podem aparecer sintomas extrapiramidais (sensação de inquietude e, ocasionalmente, movimentos involuntários dos membros e da face; raramente torcicolo, crises oculógiras, protrusão da língua ou trismo), particularmente em crianças e adultos jovens e/ou com altas doses; são completamente revertidos após a interrupção do tratamento. O tratamento não deve exceder 3 meses, pelo risco de discinesia tardia, e deve-se respeitar o intervalo de pelo menos 6 horas entre as doses, mesmo em caso de vômito, para evitar superdose.
Use com cautela na doença de Parkinson; não é recomendada em epiléticos. Pode ocorrer a Síndrome Neuroléptica Maligna (febre, distúrbios extrapiramidais, instabilidade autonômica e elevação de CPK) — suspenda o uso se houver suspeita. Em deficiência do fígado ou dos rins, recomenda-se redução da dose. Pode ocorrer metemoglobinemia (suspender imediata e permanentemente).
Gravidez e amamentação: categoria de risco B; se necessário, pode ser considerada na gravidez com orientação médica. Não deve ser utilizada durante a amamentação, pois é excretada no leite. Em idosos em uso prolongado há risco de discinesia tardia. Não é recomendada em crianças e adolescentes de 1 a 18 anos. Em diabéticos, a dose e o horário da insulina podem precisar de ajuste. Pode causar sonolência (cuidado ao dirigir ou operar máquinas), potencializada por álcool e depressores do sistema nervoso central.
Interações: contraindicada com levodopa; o álcool potencializa o efeito sedativo; depressores do SNC aumentam a sedação; neurolépticos têm efeito aditivo nos sintomas extrapiramidais; reduz a biodisponibilidade da digoxina e aumenta a da ciclosporina (monitorizar); pode prolongar o bloqueio neuromuscular de mivacúrio e suxametônio. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está usando outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz. Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido; guarde-o em sua embalagem original.
Os comprimidos são circulares, brancos a levemente amarelados, com sulco no diâmetro de uma face. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
A administração dos comprimidos deve ser feita 10 minutos antes das refeições, ingerindo o comprimido com líquido, por via oral.
Uso em adultos: 1 comprimido (10 mg), 3 vezes ao dia, por via oral, 10 minutos antes das refeições.
A administração deve ser somente por via oral. Em pacientes com insuficiência renal (clearance de creatinina inferior a 40 mL/min), o tratamento deve ser iniciado com aproximadamente metade da dose recomendada, ajustada a critério médico. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento dele.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso se esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Sistema nervoso e psiquiátrico (mais frequentes com doses altas): sintomas extrapiramidais — discinesia e distonia agudas, síndrome parkinsoniana e acatisia (inquietude) — mesmo após dose única, principalmente em crianças e adultos jovens; tonturas, diminuição do nível de consciência, confusão e alucinação. Outras: discinesia tardia (durante ou após tratamento prolongado, principalmente em idosos), convulsões, Síndrome Neuroléptica Maligna e depressão.
Gastrintestinal: diarreia. Sangue: metemoglobinemia (relacionada à deficiência de NADH citocromo b5 redutase, principalmente em recém-nascidos) e sulfa-hemoglobinemia. Endócrino (uso prolongado, por hiperprolactinemia): amenorreia, galactorreia e ginecomastia. Gerais: reações alérgicas, incluindo anafilaxia, e astenia (fraqueza).
Vasculares e cardíacos: hipotensão (especialmente com a formulação intravenosa), bradicardia e bloqueio cardíaco (particularmente com a forma intravenosa) e parada cardíaca logo após o uso injetável. Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (NOTIVISA) ou à Vigilância Sanitária estadual ou municipal.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Os sintomas de superdose podem incluir reações extrapiramidais e sonolência, diminuição do nível de consciência, confusão e alucinações. O tratamento é sintomático (para os problemas extrapiramidais, usam-se benzodiazepínicos em crianças e/ou anticolinérgicos e antiparkinsonianos em adultos). Os sintomas são autolimitantes e geralmente desaparecem em 24 horas. A diálise não parece ser método efetivo de remoção da metoclopramida. A metemoglobinemia pode ser revertida com azul de metileno por via intravenosa.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001.
