Bula da Cloridrato de Metilfenidato 10 mg comprimido

Princípio ativo: Cloridrato de metilfenidato Laboratório: Novartis Biociências S.A. Reg. ANVISA: 1.0068.0080 Tarja Preta
Fonte oficial: Esta bula é uma reprodução do Bulário Eletrônico da ANVISA, repositório público mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Última revisão da bula oficial (ANVISA):

Em resumo

Ritalina (cloridrato de metilfenidato) 10 mg é um estimulante do sistema nervoso central indicado para o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e para a narcolepsia. Em adultos, a dose habitual é de 20 a 30 mg ao dia, em 1 a 2 tomadas; a última dose deve ser tomada antes das 18 horas. Tarja preta: venda sob prescrição médica — pode causar dependência física ou psíquica (Notificação de Receita).

Perguntas frequentes

Ritalina causa dependência?

É um estimulante do sistema nervoso central e, se usada de forma inadequada, pode causar dependência. Por isso é um medicamento de tarja preta, vendido sob prescrição médica com Notificação de Receita e supervisão médica próxima. Não há evidência de que pacientes com TDAH em tratamento adequado fiquem viciados.

Qual o horário da última dose do dia?

Para evitar dificuldade para dormir, a última dose do dia deve ser tomada antes das 18 horas, a menos que o médico recomende de forma diferente.

Qual a dose máxima por dia?

Em crianças, a dose diária máxima recomendada é de 60 mg. Em adultos, é de 60 mg para a narcolepsia e de 80 mg para o TDAH. Nunca exceda a dose recomendada pelo médico.

Pode ser usada em crianças?

Não é recomendada para crianças com menos de 6 anos. A partir dessa idade, deve ser usada como parte de um programa de tratamento do TDAH, sob supervisão médica.

Bula completa

Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →

Para que este medicamento é indicado?

Ritalina é utilizada para o tratamento do Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), distúrbio de comportamento em crianças e adolescentes que também pode ocorrer em adultos, tornando difícil ficar parado e/ou se concentrar. Ritalina também é utilizada para o tratamento da narcolepsia, um distúrbio do sono caracterizado por repetidos ataques de sonolência durante o dia.

Como este medicamento funciona?

Ritalina tem como substância ativa o cloridrato de metilfenidato e é um estimulante do sistema nervoso central. No TDAH, age melhorando as atividades de certas partes do cérebro que são pouco ativas, melhorando a atenção e a concentração e reduzindo o comportamento impulsivo. Na narcolepsia, alivia a sonolência diurna excessiva.

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome Ritalina se você: é alérgico ao metilfenidato ou a qualquer componente; sofre de ansiedade, tensão ou agitação; tem algum problema da tireoide; tem problemas cardíacos (infarto, batimento irregular, angina, insuficiência cardíaca, doença cardíaca ou problema do coração de nascença); tem pressão muito alta ou estreitamento dos vasos sanguíneos; está usando inibidor da monoamina oxidase (IMAO) ou o usou nas últimas duas semanas; tem glaucoma; tem feocromocitoma (tumor da glândula adrenal); ou tem síndrome de Tourette (ou familiar com a síndrome).

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Ritalina só pode ser prescrita por um médico. Use com cuidado em caso de ereções anormais e dolorosas (priapismo); combinação de agitação, tremores, febre e náuseas ao usar com medicamentos serotoninérgicos (como sertralina e venlafaxina); histórico de abuso de álcool ou droga; epilepsia/convulsões; hipertensão; anormalidades cardíacas ou de vasos cerebrais; psicose ou mania; alucinações; agressividade; pensamentos suicidas; ou tiques. Em crianças, pode haver crescimento mais lento. O médico fará monitoramento (pressão, frequência cardíaca, crescimento e hemograma).

Informe se fará cirurgia (pode haver aumento da pressão arterial com anestésico). Pode dar falso-positivo em testes de doping. Não ingira álcool. Não é recomendada para crianças com menos de 6 anos. Pode afetar a capacidade de dirigir. Na gravidez, só se especificamente prescrita; não amamente durante o tratamento. Há interações com IMAO, anti-hipertensivos, antidepressivos tricíclicos, clonidina, anticoagulantes, anticonvulsivantes e medicamentos dopaminérgicos e serotoninérgicos.

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). O comprimido é branco, redondo e plano. Observe o aspecto antes de usar e, havendo alteração, consulte o farmacêutico. Não use medicamento com prazo de validade vencido, guarde-o na embalagem original e mantenha fora do alcance das crianças.

Como devo usar este medicamento?

O médico decide a dose mais adequada à necessidade individual. Tome Ritalina uma ou duas vezes ao dia (por exemplo, no café da manhã e/ou almoço), engolindo o comprimido com água. Para evitar insônia, a última dose deve ser tomada antes das 18 horas, salvo orientação diferente do médico. Crianças: inicia-se com dose baixa, aumentada gradualmente; a dose diária máxima recomendada é de 60 mg. Adultos: a dose diária habitual é de 20 a 30 mg; a dose máxima é de 60 mg para a narcolepsia e de 80 mg para o TDAH. Não altere a dose sem falar com o médico e não parta nem mastigue o comprimido.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se uma dose for esquecida, tome-a assim que possível; as doses remanescentes do dia devem ser tomadas em intervalos regularmente espaçados. Não tome doses dobradas para compensar a dose esquecida. Em caso de dúvidas, procure o farmacêutico ou o médico.

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Avise o médico imediatamente diante de reações graves: inchaço de lábios/língua ou dificuldade de respirar (alergia grave); febre alta repentina com pressão muito elevada e convulsões (Síndrome Neuroléptica Maligna); sinais de distúrbio dos vasos cerebrais; batimento acelerado ou dor no peito; alucinações; convulsões; ou ereção prolongada (priapismo).

Muito comuns: dor de garganta e coriza, diminuição do apetite, nervosismo, dificuldade para adormecer, náusea e boca seca. Comuns: agitação, dor de cabeça, tontura, sonolência, tremor, alterações da pressão (geralmente aumento), ritmo cardíaco anormal, palpitações, tosse, vômito, dor de estômago, urticária, sudorese e dor nas articulações. Raras: desaceleração do crescimento em crianças e visão turva. Muito raras: anemia, trombocitopenia, humor deprimido, síndrome de Tourette e função hepática anormal.

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se muitos comprimidos forem acidentalmente tomados, vá imediatamente ao médico ou à emergência do hospital mais próximo, informando o horário em que foram tomados. Os sintomas de superdose incluem vômitos, agitação, dor de cabeça, tremores, espasmos musculares, batimento cardíaco irregular, rubor, febre, sudorese, pupilas dilatadas, dificuldade em respirar, confusão e convulsões; pode haver urina vermelho-marrom (sinal de rabdomiólise). Leve a embalagem ou bula e ligue para 0800 722 6001.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox). Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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