Bula da Atenolol

Princípio ativo: Atenolol Laboratório: EMS Tarja Vermelha
Fonte oficial: Esta bula é uma reprodução do Bulário Eletrônico da ANVISA, repositório público mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Última revisão da bula oficial (ANVISA):

Em resumo

Atenolol é um betabloqueador cardiosseletivo (beta-1) usado no tratamento da hipertensão arterial, angina pectoris e arritmias cardíacas. Atua reduzindo a frequência cardíaca e a força de contração do coração, diminuindo a pressão arterial e o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco. Exige prescrição médica. Não suspender abruptamente: pode causar efeito rebote com aumento perigoso da pressão e da frequência cardíaca.

Perguntas frequentes

Atenolol é seguro para asmáticos?

Embora seja cardiosseletivo, em doses altas o atenolol pode afetar receptores beta-2 brônquicos e provocar broncoespasmo. Asmáticos devem usar com cautela e somente sob orientação médica. Existem alternativas mais seguras para esses pacientes.

Atenolol diminui a frequência cardíaca, é normal?

Sim — esse é parte do mecanismo de ação. Frequência cardíaca de repouso entre 50 e 60 bpm é esperada e geralmente bem tolerada. Abaixo de 50 bpm ou com sintomas (tontura, fraqueza), procure orientação médica.

Posso parar de tomar atenolol de uma hora pra outra?

Não. A retirada abrupta pode causar efeito rebote com pico de pressão arterial, taquicardia e, em pacientes com doença coronariana, até infarto. A retirada deve ser gradual, com redução progressiva da dose ao longo de 1-2 semanas, sempre sob orientação médica.

Atenolol e exercício físico: pode?

Sim, exercício é recomendado em hipertensos. Mas o atenolol limita o aumento da frequência cardíaca durante o esforço, então você pode sentir cansaço mais cedo. Não use a frequência cardíaca como guia de intensidade — use percepção de esforço.

Atenolol causa impotência sexual?

Diminuição da libido e disfunção erétil são efeitos adversos conhecidos dos betabloqueadores. Frequência variável entre pacientes. Se for incômodo, converse com seu médico — há alternativas terapêuticas.

Atenolol engorda?

Pode contribuir para discreto ganho de peso em algumas pessoas por redução do metabolismo basal. Não é regra, mas é efeito relatado. Atividade física e cuidado nutricional ajudam a compensar.

Atenolol e álcool: posso?

O álcool pode potencializar o efeito hipotensor e causar tontura. Consumo social moderado é geralmente tolerado, mas evite excessos. Combine com seu médico.

Gestante pode tomar atenolol?

O atenolol é classificado como categoria D na gravidez — há evidências de risco fetal. Em geral, durante a gestação são preferidos outros anti-hipertensivos (metildopa, nifedipino, labetalol). Converse com obstetra.

Atenolol mascara hipoglicemia em diabéticos?

Sim. O atenolol pode mascarar sintomas adrenérgicos da hipoglicemia (taquicardia, tremor), tornando episódios mais difíceis de perceber. Diabéticos devem reforçar a automonitorização.

Qual o melhor horário para tomar atenolol?

Geralmente pela manhã, pois reduz o pico pressórico matinal natural. Mas se causar fadiga durante o dia, pode ser tomado à noite. O importante é manter o mesmo horário todos os dias.

Bula completa

Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →

1. O que é e para que se usa

Atenolol é um medicamento da classe dos betabloqueadores, com seletividade para receptores beta-1 (cardiosseletivo). Indicado para tratamento de hipertensão arterial, angina pectoris (crônica estável), arritmias supraventriculares (controle de frequência), prevenção secundária pós-infarto do miocárdio e tratamento de sintomas adrenérgicos do hipertireoidismo.

Aviso: esta bula é informativa, reproduzida a partir do Bulário Eletrônico da ANVISA. Em caso de divergência, prevalece a bula que acompanha a embalagem. Não substitui consulta médica ou farmacêutica.

2. Como este medicamento age

Bloqueia os receptores beta-1 adrenérgicos no coração, reduzindo a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco. Também reduz a liberação de renina pelos rins, contribuindo para o efeito anti-hipertensivo. Diminui o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco, sendo útil na angina.

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3. Quando não devo usar este medicamento

Bradicardia sinusal; bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau; choque cardiogênico; insuficiência cardíaca descompensada; hipotensão grave; doença vascular periférica grave; feocromocitoma não tratado; acidose metabólica; hipersensibilidade ao princípio ativo.

Aviso: esta bula é informativa, reproduzida a partir do Bulário Eletrônico da ANVISA. Em caso de divergência, prevalece a bula que acompanha a embalagem. Não substitui consulta médica ou farmacêutica.

4. O que devo saber antes de usar este medicamento

Cautela em asmáticos e em DPOC (mesmo sendo cardiosseletivo, em doses altas pode afetar receptores beta-2 dos brônquios). Diabéticos: pode mascarar sintomas de hipoglicemia. Pacientes com tireotoxicose: a retirada abrupta pode precipitar crise tireotóxica.

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5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar

Conservar em temperatura ambiente (15° a 30°C), protegido da luz e da umidade. Manter na embalagem original e fora do alcance de crianças.

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6. Como devo usar este medicamento

Dose habitual em hipertensão: 25 a 100 mg/dia, em dose única ou dividida. Em angina: 50 a 100 mg/dia. Em arritmias: 50 a 100 mg/dia. Ajustes em insuficiência renal. NUNCA interromper bruscamente — a retirada deve ser gradual ao longo de 1-2 semanas para evitar efeito rebote.

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7. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar uma dose

Tome assim que lembrar, exceto se já estiver perto do horário da próxima dose. Não duplique. Manter horário regular é importante para estabilidade do controle pressórico.

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8. Quais os males que este medicamento pode me causar

Comuns: bradicardia, fadiga, mãos e pés frios, tontura, hipotensão, alterações de sono, depressão leve, diminuição da libido. Raras mas importantes: broncoespasmo (especialmente em suscetíveis), insuficiência cardíaca em pacientes vulneráveis, reações cutâneas, distúrbios psiquiátricos.

Aviso: esta bula é informativa, reproduzida a partir do Bulário Eletrônico da ANVISA. Em caso de divergência, prevalece a bula que acompanha a embalagem. Não substitui consulta médica ou farmacêutica.

9. O que fazer se alguém usar mais do que a quantidade recomendada

Sintomas de superdosagem: bradicardia intensa, hipotensão, insuficiência cardíaca aguda, broncoespasmo. Procure atendimento médico imediato. Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox).

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10. Dizeres legais

Venda sob prescrição médica. Consulte a embalagem para registro ANVISA, fabricante, validade e demais dizeres legais.

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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox). Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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