Bula da Acetato de megestrol 160 mg

Princípio ativo: Acetato de megestrol Laboratório: Bristol-Myers Squibb Farmacêutica S.A. Reg. ANVISA: 1.0180.0142 Tarja Vermelha
Fonte oficial: Esta bula é uma reprodução do Bulário Eletrônico da ANVISA, repositório público mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Última revisão da bula oficial (ANVISA):

Em resumo

Acetato de megestrol 160 mg (Megestat) é um progestagênio sintético com ação antineoplásica, indicado para o tratamento paliativo do carcinoma avançado de mama e de endométrio (doença recorrente, inoperável ou metastática). A dose usual no câncer de mama é de 160 mg/dia. Efeitos frequentes são aumento de apetite e de peso. Não deve ser usado na gravidez. Venda sob prescrição médica.

Perguntas frequentes

Para que serve o acetato de megestrol?

É um progestagênio sintético usado no tratamento paliativo do carcinoma avançado de mama e de endométrio (doença recorrente, inoperável ou metastática).

Qual a dose habitual no câncer de mama?

160 mg por dia, em dose única ou fracionada. Recomenda-se pelo menos dois meses de tratamento contínuo antes de avaliar a eficácia.

Por que ocorre ganho de peso?

O aumento de apetite e de peso é o efeito colateral mais frequente; essa propriedade é a base para o uso do megestrol em quadros de anorexia e caquexia.

Pode ser usado na gravidez?

Não. É categoria de risco D e contraindicado na gravidez; mulheres em idade fértil devem evitar engravidar durante o tratamento.

Bula completa

Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →

Para que este medicamento é indicado?

O acetato de megestrol (Megestat) é indicado para o tratamento paliativo do carcinoma avançado de mama e de endométrio (isto é, doença recorrente, inoperável ou metastática). Não deve ser empregado no lugar de procedimentos já aceitos, como cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Como este medicamento funciona?

O acetato de megestrol é uma droga progestagênica sintética de uso oral. O mecanismo exato pelo qual produz seus efeitos antineoplásicos contra o carcinoma de endométrio e de mama ainda é desconhecido. É eliminado principalmente pela urina (cerca de 66%) e pelas fezes (cerca de 20%).

Quando não devo usar este medicamento?

É contraindicado em pacientes com histórico de hipersensibilidade (alergia) ao acetato de megestrol ou a qualquer componente da formulação. Também é contraindicado como teste diagnóstico de gravidez.

Não se recomenda o uso de progestagênios durante os primeiros quatro meses de gravidez. Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Diversos relatos sugerem relação entre a exposição a progestagênios no primeiro trimestre da gravidez e anomalias congênitas. Mulheres com potencial de engravidar devem evitar a gravidez durante o tratamento e informar imediatamente o médico em caso de suspeita.

Use com cautela em pacientes com história de tromboflebite. Pode haver exacerbação de diabetes pré-existente, com maior necessidade de insulina. A amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Monitoramento intenso é indicado no câncer metastático ou recorrente.

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (15 °C a 30 °C), evitando calor excessivo (acima de 40 °C). Guarde na embalagem original; não use com o prazo de validade vencido. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide cartucho.

O comprimido de 160 mg é sulcado. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Como devo usar este medicamento?

Uso oral, conforme orientação médica, respeitando horários, doses e duração do tratamento.

Carcinoma de mama: 160 mg/dia (em dose única ou fracionada). Carcinoma de endométrio: 40 a 320 mg/dia (em dose única ou fracionada). O período considerado adequado para determinar a eficácia do tratamento é de pelo menos dois meses de tratamento contínuo.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso esqueça uma dose, tome-a assim que lembrar. Se já estiver próximo do horário da dose seguinte, não duplique a dose para compensar a esquecida; retome o esquema habitual. Em caso de dúvidas, procure orientação do médico, do farmacêutico ou do cirurgião-dentista.

Quais os males que este medicamento pode me causar?

O efeito colateral mais frequente é o aumento de peso, associado ao aumento de apetite. Podem ocorrer fenômenos tromboembólicos (tromboflebite e embolia pulmonar, fatal em alguns casos).

Outras reações (cerca de 1% a 2%): náuseas e vômitos, edema e sangramento uterino. Também foram relatados dispneia, hipertensão, fogachos, alteração do humor, hiperglicemia, alopecia, diarreia e erupções cutâneas, além de anormalidades do eixo adrenal-pituitário (intolerância à glicose, síndrome de Cushing).

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Não foram observados efeitos toxicológicos agudos em estudos com doses tão altas quanto 1600 mg/dia por 6 meses ou mais. A superdose pode acentuar os efeitos colaterais já descritos. Mulheres com risco de gravidez devem evitar a exposição. Em caso de uso de grande quantidade, procure socorro médico e leve a embalagem. Ligue para 0800 722 6001.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox). Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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