Bula da Flunarizina 10 mg cápsula

Princípio ativo: dicloridrato de flunarizina (equivalente a 10 mg de flunarizina) Laboratório: Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. Reg. ANVISA: 1.0573.0309 Tarja Vermelha
Fonte oficial: Esta bula é uma reprodução do Bulário Eletrônico da ANVISA, repositório público mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Última revisão da bula oficial (ANVISA):

Em resumo

A flunarizina (dicloridrato de flunarizina 10 mg) é um bloqueador de canais de cálcio indicado para evitar crises de enxaqueca (com ou sem aura) e para tratar distúrbios de equilíbrio de origem vestibular, como vertigens (tonturas), doença de Ménière e outras disfunções do labirinto. Também é usada em doenças cerebrovasculares crônicas e vasculares periféricas. Atua controlando a entrada excessiva de cálcio nas células, impedindo a contração dos vasos quando o fluxo de sangue está comprometido. É um medicamento de tarja Vermelha — venda sob prescrição médica. Não deve ser usado por pacientes com história de depressão ou com sintomas extrapiramidais (parkinsonismo).

Perguntas frequentes

A flunarizina serve para enxaqueca?

Sim. Entre suas indicações oficiais está evitar crises de enxaqueca (com ou sem aura), além do tratamento de vertigens e distúrbios do equilíbrio de origem vestibular.

Qual a dose habitual da flunarizina 10 mg?

Pode-se iniciar com uma cápsula de 10 mg à noite ao deitar, ajustando conforme a severidade. A dose de manutenção costuma ser de uma cápsula (10 mg) ao dia, sempre a critério médico.

Quem não deve usar flunarizina?

Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou à cinarizina, e pessoas com história de depressão ou com sintomas extrapiramidais como parkinsonismo não devem usar.

A flunarizina pode causar sonolência?

Sim. Sonolência e fadiga estão entre as reações muito comuns. Por isso, durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos nem operar máquinas.

Bula completa

Conteúdo reproduzido a partir da bula oficial homologada pela ANVISA. Ver bula oficial no Bulário Eletrônico ANVISA →

Para que este medicamento é indicado?

A flunarizina é destinada ao tratamento de:

  • Distúrbios de equilíbrio de origem vestibular: vertigens (tonturas), doença de Ménière (caracterizada por tontura, perda de audição e zumbidos) e outras disfunções do labirinto (cujo principal sintoma é a tontura);
  • Doenças cerebrovasculares crônicas, atuando em sintomas como alterações de memória, déficit de atenção e sintomas comportamentais;
  • Doenças vasculares periféricas, síndrome de Raynaud (alteração do fluxo sanguíneo nas extremidades em situações de temperatura baixa ou estresse) e alterações da circulação nas extremidades associadas ao Diabetes mellitus (angiopatia diabética);
  • Evitar crises de enxaqueca (com ou sem aura), tipo de dor de cabeça latejante que pode ser antecedida por sintomas neurológicos como alterações visuais.
Como este medicamento funciona?

A flunarizina é um medicamento que controla a entrada de cálcio nas células, evitando apenas a sua entrada excessiva, que resulta em danos às células. Desta forma, impede a contração dos vasos em situações em que o fluxo de sangue está comprometido, como nas alterações dos vasos cerebrais ou periféricos.

Também apresenta atividade antivertiginosa por diminuir a entrada excessiva de cálcio nas células sensoriais do sistema vestibular, um dos responsáveis pelo equilíbrio.

Quando não devo usar este medicamento?

Não use nos casos de hipersensibilidade a quaisquer dos componentes da fórmula do produto ou à cinarizina (um bloqueador de canal de cálcio estruturalmente semelhante à flunarizina).

Também não deve ser utilizado por pacientes com história de depressão ou com sintomas extrapiramidais como parkinsonismo (tremor, rigidez muscular, lentificação).

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Se ocorrer depressão, tremores ou aumento da fadiga (cansaço) durante o tratamento, comunique imediatamente ao seu médico. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Interações: não utilize junto com álcool nem com medicamentos de ação depressora sobre o sistema nervoso (tranquilizantes e sedativos). Há interações relevantes com amiodarona, droperidol, betabloqueadores, anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína, valproato), indinavir, saquinavir, anti-inflamatórios não hormonais, anticoagulantes orais, fentanil e rifampicina.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Categoria de risco na gravidez: C. A flunarizina não é recomendada durante a gravidez e a amamentação; somente o médico poderá determinar seu uso nesses casos.

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e da umidade. Não armazenar em locais quentes e úmidos (ex.: banheiro, cozinha, carros).

São cápsulas de gelatina amarela transparente com microgrânulos amarelados. O número de lote e as datas de fabricação e validade constam na embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido e guarde-o em sua embalagem original. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Como devo usar este medicamento?

Deve ser ingerido com um pouco de água, suco ou leite. Pode-se iniciar o uso apenas com uma cápsula de 10 mg à noite ao deitar, aumentando de acordo com a severidade da doença para uma cápsula pela manhã e outra à noite. Doses maiores devem ser usadas a critério médico.

A dose de manutenção, após melhora dos sintomas, geralmente é de uma cápsula (10 mg) ao dia. A duração do tratamento fica a critério do médico e, dependendo da indicação, pode variar de 2 semanas a vários meses. Pacientes com insuficiência hepática podem necessitar de ajuste de dose; pacientes com insuficiência renal não requerem ajuste. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso esqueça de administrar uma dose, espere o horário da próxima dose. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reações muito comuns (mais de 10% dos pacientes): sonolência, fadiga (cansaço), diplopia (visão dupla) e visão embaçada.

Reações incomuns (entre 0,1% e 1%): cefaleia (dor de cabeça), insônia, depressão, náuseas, epigastralgia (dor ou queimação no estômago) e boca seca.

A literatura cita ainda, sem frequência conhecida: irritabilidade, tontura, dificuldade de concentração, hiperplasia gengival, porfiria, tromboflebite, ganho de peso e lesões cutâneas. Podem ocorrer efeitos extrapiramidais (parkinsonismo, acatisia, discinesia orofacial, torcicolo e tremor facial), mais comuns em maiores de 65 anos e em tratamentos prolongados. Em casos raros pode ocorrer depressão com ideação suicida em pacientes predispostos, além de pesadelos e alucinações.

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Entre imediatamente em contato com o seu médico ou procure um pronto-socorro informando a quantidade ingerida, o horário da ingestão e os sintomas. Poucos casos de superdosagem aguda (ingestão de mais de 600 mg em uma só tomada) foram relatados, com sintomas de sedação, agitação e taquicardia.

O tratamento consiste em medidas de suporte, como lavagem gástrica e administração de carvão ativado; a indução do vômito não é recomendada. Leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 (CIATox). Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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